sexta-feira, dezembro 09, 2011

ELEMENTOS PARA UMA UTOPIA TEOLÓGICA


“A utopia cristã começa de forma insólita, quando um homem se anuncia como filho de Deus”.(José Tolentino Mendonça)[1]

A expressão de José Tolentino Mendonça de que a “a utopia cristã começa de forma insólita, quando um homem se anuncia como filho de Deus” parece ser o prenuncio de uma grande heresia. Muita gente torceria o nariz para engolir a possibilidade de alguém tratar a divindade de Jesus como utopia. Ora, não se pode negar que os elementos humanos e divinos são do ponto de vista teológico tão eqüidistantes que apenas uma hiper-utopia poderia pensar a possibilidade da existência de um Homem-Deus, e de certa forma, podemos dizer que, se entendermos o sentido e o propósito da utopia, ela serve bem ao seu objetivo.
Em regra geral, a narrativa bíblica é pródiga em produzir utopias, elas serviram para orientar e encorajar o povo em meio às crises pelas quais tiveram que passar. D certa forma, podemos dizer que a essência da literatura escatológica é eminentemente utopista; Em meio às catástrofes que se abatia sobre o povo o escatologista precisava acenar com um tempo imaginário de vitória e sucesso que via de regra não se materializava, mas isso não era importante, a utopia que se realiza não é utopia. Como dizia Karl Mannheim ideologia e utopia sofrem de um déficit de realidade. Elas não correspondem à realidade. No caso do profeta, essa não era uma preocupação iminente, sua mensagem era parenética, se destinava a encorajar e confortar e não a fornecer uma descrição do futuro.  

A UTOPIA DA VOLTA DE ELIAS.

Dentre as muitas utopias que podemos encontrar no texto bíblico, uma delas e que guiou o povo de Israel em meio aos momentos mais difíceis de sua caminhada, foi a utopia da esperança da volta de Elias. O profeta Malaquias lançou mão desse personagem que com a sua morte deixou o povo órfão, para trazer o conforto de que ele voltaria para ajudar o povo a encontrar sua redenção. “Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; E converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição." (Malaquias 4:5-6)
Não precisamos questionar o sentido teológico desse texto para entender que se trata de uma expectativa utopista, Elias jamais voltou em momento algum da história do povo de Israel, mas a esperança de sua volta foi um elemento importante para mater o sonho de um novo tempo que viria, embora não se soubesse quando. 

A UTOPIA DO PARAÍSO TERRESTRE: 
Segundo Carlos Masters em seu livro: “Paraíso Terrestre: saudade ou esperança”  o paraíso terrestre não esta no passado, trata-se de um mundo ideal, pintado pelo autor da narrativa no Gênesis, sem os pecados do mundo que o cercava e projetado num passado mítico. Essa descrição nos releva que o paraíso terrestre longe de ser um lugar no qual fatos históricos se desenrolaram, é na verdade, um projeto utópico de um mundo ideal, no qual as mazelas do mundo que afligem o homem são excluídas dessa sociedade. Uma leitura literal desse texto nos lança num limbo histórico, tendo em vista que não se pode atestar a sua veracidade em razão da inexistência de qualquer modelo idêntico em qualquer momento ou em qualquer lugar no mundo.

A UTOPIA DO REINO DE DEUS NA TERRA:
Jesus sonhou com um mundo diferente e justo, ao falar da possibilidade de um “reino de Deus” na terra, muito embora seja evidente que ele não se realizou. A semente plantada por Jesus de um mundo marcado pelos valores do reino de Deus ainda continua como um ideal a ser perseguido pelas gerações do presente e do futuro, ela nos ajuda a caminhar, já que esse é em última instância o papel da utopia. Mas sejamos realistas, onde esta o reino de Deus que como dizia Jesus “já estava entre (ou no meio) de vós?”  Segundo Leonardo Boff, “Uma sociedade não vive sem utopias, isto é, sem um sonho de dignidade, de respeito à vida e de convivência pacífica entre as pessoas e povos. Se não temos utopias nos perdemos nos interesses individuais e grupais e perdemos o sentido do bem viver em comum. [ ] a utopia que pode reencantar a vida é uma relação de reverência e respeito com toda a vida, de sinergia com as forças da natureza, de hospitalidade com todos os seres humanos e de convivência na diversidade de culturas, religiões e de visões de mundo”.[2]
Gosto da opinião de Juarez Ferreira de Jesus quando diz que : “utopia” [ ] é uma proposta que não cabe onde há um sistema imperando. Utopia não tem lugar neste tempo. E para ocupar o seu lugar é preciso reorganizar o espaço e desarticular a hegemonia. Utopia é o sentimento motivador da realização do Reino de Deus que se constrói com a força das pessoas simples assim como podemos perceber no texto bíblico. Este Reino é o Reino da persistência, conhecimento, comunhão. Da espiritualidade e da solidariedade. É também o Reino da esperança. Ele não tem lugar em nossa sociedade. Mas, nós podemos antecipar a reorganização da nossa sociedade e reavaliar nossos valores”[3] Tenho a impressão que as utopias servem para isso mesmo, para que não deixemos de sonhar e caminhar. Depois de tantos sistemas teológicos construídos, talvez seja tempo de pensar na possibilidade de uma Utopia Teológica, ou quem sabe de uma Teologia Utópica  para nos guiar nesse tempo.






[1] José Tolentino Mendonça. Cristianismo e utopia. Disponível em http://www.snpcultura.org/vol_entrevista_jose_tolentino_mendonca.html
[2]Leonardo Boff: ‘Se não temos utopias, nos perdemos nos interesses individuais” http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=34666
[3] Juarez Ferreira de Jesus. Uma Utopia Possível. Disponível em http://www.metodista.br/pastoral/reflexoes-da-pastoral/uma-utopia-possivel

Leia Mais…

quinta-feira, dezembro 08, 2011

NÃO ACREDITO EM MUITAS COISAS. E VOCÊ EM QUE ACREDITA?


“É tão arriscado acreditar em tudo como não acreditar em nada”  (Denis Diderot)
“A descrença não consiste em acreditar, nem em desacreditar; consiste em professar que se crê naquilo que não se crê. (Thomas Paine)
A maioria das crenças que professei na vida não eram minhas, eram crenças de outras pessoas que me foram impostas como obrigatórias, como requisito indispensável para ser um cristão. Jamais me deram o direito de pensar sobre elas, de duvidar delas e até mesmo de crer nelas de forma diferente. Cheguei à conclusão que eu mesmo não sabia se cria ou não em muitas das minhas crenças, eu simplesmente as repeti, as professei como verdadeiras sem nenhuma análise de seu conteúdo. Como afirmou o filósofo David Hume “os homens não ousam confessar, nem mesmo a seus corações, as dúvidas que têm a respeito desses assuntos. Eles valorizam a fé implícita; e disfarçam para si mesmos a sua real descrença, por meio das afirmações mais convictas e do fanatismo mais positivo”.
Estou convencido de que assim como existe muitas pessoas que continua professando crenças que não lhe pertence e sobre as quais jamais fizeram qualquer questionamento sobre a sua validade, ou seja, muita gente crer em coisas nas quais não tem certeza se acredita de verdade, mas não tem coragem ou desejo de repensar seus credos. Crença é em si mesmo algo tão pessoal que não deveria em hipótese alguma se cogitar em impor a outra pessoa aquilo no qual ela deve crer, a liberdade de acreditar  ou não deveria ser um direito sagrado de todos os homens.
Vencer o comodismo e decidir em que acreditar, em vez de simplesmente aceitar as crenças dos outros, pode ser um exercício doloroso, mas não menos gratificante. Essa busca pode implicar em perdas, muita coisa nas quais se creu pode ser que já não seja possível continuar crendo, e muita coisa que julgávamos indignas de serem cridas podem vir a integrar nossas crenças. Isso é bom ou ruim? Não sei, mas prefiro crer naquilo em que realmente acredito a repetir crenças alheias.
Do ponto de vista da estrutura religiosa imperante, especialmente no meio evangélico, alguém dizer que não acredita em alguma coisa na qual a maioria pensa acreditar, soa como uma grande heresia, como apostasia e desvio doutrinário. Ora mas o que são crenças? Crenças nada mais são que aceitação como verdade de algo que não pode ser provado, ou seja, a crença se baseia no absurdo, no improvável; certeza de que as coisas são assim mesmo ninguém tem e nem precisa ter, afinal é para isso mesmo que a crença serve. Em outras palavras a crença é o instrumento que se utiliza para vencer a dureza da realidade. Ou seja, quando não der mais para argumentar pela lógica basta recorrer ao definitivo “eu creio” ponto, está encerrada a questão.  Como diz T.H. Huxley: “O fundamento da moralidade é [...] renunciar a fingir que se acredita naquilo que não comporta evidências, e a repetir proposições ininteligíveis sobre coisas que estão além das possibilidades do conhecimento”.
De certa forma, vivemos a ditadura da crença, somos levados a crer em coisas nas quais não creríamos em outras circunstâncias, não fomos ensinados a refletir sobre nossas crenças, e, dessa forma, as repassamos para a geração seguinte sem questionar a origem de tais idéias.
As pessoas acreditam nas coisas que gostariam que fosse verdade, dessa forma é levado a rejeitar tudo que contrarie as suas expectativas. Dessa forma, as maiorias das crenças religiosas, das superstições, das crendices manifestadas, são na verdade projeções dos desejos mais íntimos do ser humano. Cremos naquilo que desejamos.
Acreditar ou não acreditar em alguma coisa é sempre uma questão de escolha. O que leva alguém a acreditar ou não em duende, saci pererê, curupira, gnomo, anjo, demônio e tantos outros seres que permeia o imaginário religioso popular. Muitas das crenças professadas no meio evangélico não passam de superstições e são em si mesmo incompatíveis, com uma fé madura que não aceita acreditar em qualquer coisa. Comungo com Diderot quando diz que “É tão arriscado acreditar em tudo como não acreditar em nada”
Confesso que hoje já não acredito em muitas coisas nas quais acreditei no passado, elas já não me satisfazem. Alguém diria perdeu a fé? Eu respondo: não! Apenas abandonei crenças que não me pertenciam para assumir minhas próprias crenças. Eu assumo, já não creio em muita coisas nas quais me fizeram acreditar no passado. E você em que acredita?

Leia Mais…

quarta-feira, novembro 30, 2011

A METAMORFOSE DEUS

Quem é Deus? O que é Deus? Ou ainda qual a causa Deus? São perguntas absolutamente sem respostas ou que já trazem em si mesmo o gene da sua própria resposta. Assim, todas as perguntas podem ter como respostas uma variedade enorme de possibilidades, todas com suas verdades e mentiras. Primeiro pelas condicionantes teológicas que carregam, ou seja, Deus é quem ou o que? Ele existe ou está fora da esfera da existência? Deus criou tudo ou é produto da criação? O homem é criatura de Deus, (crença no criacionismo) ou o seu criador? (crença na origem social da idéia de Deus) Deus é aquele que controla o universo ou ele se confunde com ele de forma que Deus não pode ser visto separadamente do universo com o qual forma uma espécie de amálgama? (panteísmo)

Estou convencido que a única coisa certa sobre Deus é que não se pode ter certeza nenhuma sobre Deus. Por incrível que pareça, a religião não se baseia em certezas e sim e na esperança, de forma que é possível que as idéias mais contraditórias sobre Deus estejam falando da mesma coisa; de forma que todas essas idéias podem estar absolutamente corretas ou serem totalmente infundadas; isso talvez explique a multiplicidade de sistemas e movimentos religiosos que buscam definir o ser sagrado em sua busca pela espiritualidade, em outras palavras, ao contrario do que se tem afirmado que Deus é imutável, creio que ele na verdade é a maior de todas as metamorfoses. Cheguei a essa conclusão observando a natureza, ela é mutante, esta o tempo todo em movimento. Não se pode encontrar duas formigas exatamente iguais, nem duas flores iguais, cada planta desse planeta é única e todas essas expressões da natureza se modifica o tempo todo ou seja, o universo é dinâmico. O corpo humano além de sua unicidade, esta o tempo todo em transformação, as nossas células morrem e nascem o tempo todo, de forma que nós também somos uma verdadeira metamorfose em movimento. Um Deus que criou um mundo tão dinâmico não pode ser um ser estático, de forma que diferentemente de Thomás de Aquino eu não acredito que Deus seja mesmo um “motor imóvel” ou “puro ato”, sinceramente acho essa idéia de um Deus imutável, estático, absolutamente incompatível com aquilo que se espera do sagrado.

Sei que certas coisas soam estranhas e parecem contradizer o senso comum, mas estou convencido que o que torna Deus um ser especial é a sua capacidade de se renovar, se transformar de forma a alimentar e atender a crenças tão diferentes como as que se manifestam no seio da humanidade e se o sentimento religioso é inerente ao ser humano, então de onde vem as múltiplas imagens de Deus que proliferam no imaginário religioso? Podemos estar todos certos ou quem sabe estejamos todos errados, ou seja, Deus tanto pode ser tudo isso como não ser nada disso, e quem pode com segurança desfazer essa dúvida? Prefiro pensar em Deus assim, mas, para não criar aqui uma imagem inerte de Deus, talvez seja de bom alvitre admitir que Deus pode ser estático em determinadas circunstancias e dinâmico em outras e isso seria mais uma dimensão dessa metamorfose divina.

Leia Mais…

quinta-feira, novembro 17, 2011

UMA IGREJA PARA ENTRAR E FICAR

Mateus 17:1-4

SEIS dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,

E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.

Introdução

Se você tivesse que pensar em lugar onde gostaria de estar agora, que lugar você escolheria?

Alguns certamente pensaram em uma praia, outros em uma fazenda. Alguem pensaria na igreja?

Por que será que as pessoas muitas vezes não gostam de igrejas? Muitos entram e depois saem?

No texto lemos que depois de uma experiência que os discípulos viveram, eles quiseram ficar ali no monte. Eles disseram, bom é estarmos aqui.

A igreja precisa se tornar um lugar onde as pessoas desejem permanecer.

Eu tenho pensado na possibilidade da igreja se tornar um lugar atrativo, dela se tornar um lugar acolhedor.

Gostaria de desafiar a igreja a se tornar um lugar tão especial no qual as pessoas desejem ficar.

Quais são as características de uma igreja onde as pessoas querem ficar?

I- NUMA IGREJA ONDE ONDE AS PESSOAS DESEJAM FICAR, AS RELAÇÕES SÃO MARCADAS PELA AFETIVIDADE E NÃO PELA COMPETIÇÃO

Jesus não levou todos os doze, havia uma competição entre eles.

marcos 9: 33-34, revela essa disputa existentes entre eles.

Se estivessem todos alí, as diferenças apareceriam.

Jesus levou com ele apenas pedro tiago e João, e por que?

Eles sempre estavam juntos em todos os momentos especiais.

Eles se entendiam, havia harmonia entre eles.

Jesus sabia disso. ele queria naquele momento apenas pessoas capazes de estar junto sem conflito

II- NUMA IGREJA ONDE AS PESSOAS DESEJAM PERMANCER NÃO POSSUEM ESTRELAS.

(o rosto que brilhava mais do que os outros era o de Jesus)

-Não foi o rosto de pedro, nem de tiago nem de joão. Se fosse o de um deles.

estaria estabelecida

- A superioridade.

- A importância

- Competiçao pelo mais santo, mais puro, quem canta melhor, toca melhor.

- Igrejas com pessoas especiais, com donos, e herois, afastam os que chegam e dificultam a convivência.

É preciso cultivar um lugar sem estrelas. onde o talento e a cultura não crie distinções.

III- UMA IGREJA ONDE AS PESSOAS DESEJAM ESTAR, CONSEGUE HARMONIZAR AS GERAÇÕES DO PASSADO E DO PRESENTE SEM CRISE.

(Moisés, Elias e Jesus são gerações diferentes).

- Tempos diferentes.

- Teologias diferentes.

- Comportamentos diferentes.

- Eles conversavam, dialogavam,

- Estavam juntos sem crise

- Sem julgamentos.

- Muita gente sai da igreja (especialmente os jovens) por causa de conflitos de gerações

- É preciso estabelecer relações respeitosas entre gerações.

IV- NUMA IGREJA ONDE AS PESSOAS DESEJAM FICAR, O BEM COLETIVO VEM ANTES DOS INTERESSES PESSOAIS.

- Pedro não pensou em fazer uma cabana para ele

- Nem exigiu que se fizesse uma cabana para ele

- As cabanas a serem construídas não seriam para Pedro , Tiago ou João.

- Eram: Uma para Jesus, outra para Moisés e a terceira para Elias eles pensaram nos outros

- As vezes a igreja se torna um salve-se quem puder

- Um lugar de indiferenças, de grupos e facções.

Conclusão.

Eu sonho com uma igreja onde se possa dizer:

Bom é estarmos aqui.

Quais são então os elementos necessários a essa igreja.

1. É preciso construir relações marcadas pela afetividade e não pela competição

2. É preciso que não existam estrelas, mais santos mais puros.

3. Que seja capaz de harmonizar as gerações do passado e do presente sem crise.

4. Precisa colocar o bem coletivo antes dos interesses pessoais.

Numa igreja assim as pessoas vão querer entrar e mais ainda, vai querer ficar.

Leia Mais…

terça-feira, novembro 15, 2011

O PREÇO DE UM HOMEM

Texto: 12:9-12
E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por conseqüência, lícito fazer bem nos sábados.


INTRODUÇÃO: Se fosse possível vender um homem, quanto ele valeria? Qual o preço justo? Esse valor certamente mudaria de acordo com certas variantes que cada um pudesse apresentar. Um negro ou um branco, um pobre ou um rico, um menino, um jovem um adulto ou um velho. Altura, peso, força, inteligência, etc.

E se comparássemos um homem com uma ovelha, qual dos dois valeria mais?

ICT. No texto de Mateus 12, ao ser questionado acerca da cura de um homem, Jesus reage questionando acerca do valor de um homem diante de uma ovelha?

TESE: Como discípulos de Jesus precisamos definir com clareza qual o valor que os homens possuem para nós.

PROPOSIÇÃO: Nesta noite eu quero desafiá-los a pensar sobre essa pergunta: quanto vale um homem?

FRASE DE TRANSIÇÃO. Podemos responder essa pergunta analisando pelo menos três possibilidades:

I- A PRIMEIRA POSSIBILIDADE É DE UM HOMEM E UMA OVELHA VALEREM A MESMA COISA.

1. Quando olhamos ambos do ponto de vista meramente biológico.

O homem visto como animal

2. O animal e o homem como criação de Deus

3. Uma leitura sócio-ecológica da criação

II- A SEGUNDA POSSIBILIDADE É DE UM HOMEM VALER MENOS QUE A OVELHA E ALGUNS VALEREM MENOS QUE OUTROS.

Quando olhamos o homem do ponto de vista do capital social.

As pessoas valem pelo que tem

Ricos valem mais que pobre, brancos mais que negros, etc.

Quando a vida perde o valor

As pessoas valem enquanto produto. Um jogador, um gari, um professor.

Tudo tem valor econômico (O animal vale pela propriedade)

As coisas valem mais que os homens

III- A TERCEIRA POSSIBILIDADE É DE UMA OVELHA VALER MENOS QUE UM HOMEM MAIS TODOS OS HOMENS VALEREM A MESMA COISA.

Quando olhamos as pessoas do ponto de vista das espécies

Uma ovelha não pode se igualar a um homem por ser de espécie diferente

A vida é uma só e todos tem o mesmo valor.

Todos os homens valem a mesma coisa diante de Deus, porque são todos irmãos

CONCLUSÃO

O preço das coisas variam de acordo com a importância que possui para nós.

Uma ovelha pode valer a mesma coisa que um homem.

Uma ovelha pode valer mais que um homem e os homens podem ter valores diferentes

Um homem pode valer mais que uma ovelha, mas todos os homens valerem a mesma coisa.

A forma como você olha para homens e coisas determinam o seu valor.

Leia Mais…